Aula 1239

Meus amigos, a vitória sobre Satanás foi alcançada, de uma vez por todas, na Hora em que Jesus se entregou livremente à morte para nos dar a sua vida.

 

2854                 Ao pedir que nos livre do Maligno, pedimos igualmente que liberte de todos os males, presentes, passados e futuros, dos quais ele é autor ou instigador. Neste último pedido a Igreja traz toda a miséria do mundo diante do Pai. Com a libertação dos males que oprimem a humanidade, ela implora o Dom precioso da paz e a graça de esperar perseverantemente o retorno de Cristo. Rezando dessa forma, ela antecipa, na humildade da fé, a recapitulação de todos e de tudo naquele que "detém as chaves da Morte e do Hades" (Ap l' 18), "o Todo-poderoso, Aquele que é, Aquele que era e Aquele que vem" (Ap1,8):

 

Livrai-nos de todos os males, ó Pai, e dai-nos hoje a vossa paz. Ajudados pela vossa misericórdia, sejamos sempre livres do pecado e protegidos de todos os perigos, enquanto, vivendo a esperança, aguardamos a vinda do Cristo Salvador.

(Catecismo da Igreja Católica)

 

Comentário:

-           "Mas livrai-nos do mal" é um pedido geral. Segundo Santo Agostinho visa as diferentes espécies de males: pecados, doenças, todas as adversidades e aflições deste mundo.

 

Deus nos livra delas afastando-as de nós, enviando-nos consolações no tempo das provações, dando-nos a força e paciência para suportá-las. Assim, na Sua infinita sabedoria, Ele tira o bem de todos os males, tentações e tribulações.

 

-           " 'Livrai-nos do mal', isto é, dai-nos a graça de não cometer o mal, o pecado; e se cometemos esse mal, dai-nos a graça de uma Conversão Integral, isto é, uma conversão nas dimensões de todo o Plano de Deus; uma Conversão que nos faça reatar a Comunhão não só individual, e vertical com Deus, mas a Comunhão com todos os irmãos: para que haja, com nossa conversão, um esforço para a existência de uma sociedade justa e fraterna. 'Pai, livrai-nos do mal, do pecado. Ajudai-nos para uma constante conversão, verdadeira, integral".

 

-            "Clemente de Alexandria nos conservou uma palavra do Senhor que não consta nos Evangelhos: 'Pedi as coisas grandes e Deus vos concederá as pequenas'. Rezais mal - diz o Senhor Jesus -; vossas preces se situam sempre na esfera de vosso pequeno 'eu', de vossas necessidades, vossas dificuldades e desejos. Pedi as coisas grandes: a glória e o Reino do Deus Onipotente, o dom das grandes graças, o pão da vida e a misericórdia infinita de Deus, desde agora, já aqui, desde hoje. Não quer isto dizer que não possais expor a Deus vossas pobres necessidades pessoais. Mas elas não devem determinar vossa oração, pois é a vosso Pai que orais, àquele que tudo sabe; que sabe o de que necessitam seus filhos, antes mesmo que eles lho peçam. E ele acrescenta às grandes graças estes pequenos dons. Jesus diz: 'Pedi as coisas grandes e Deus vos concederá as pequenas'. A oração dominical nos ensina a pedir 'as coisas grandes'.

 

Onde quer que os homens ousem, em nome de Jesus, pedir com confiança de filhos ao Pai celestial que revele sua glória e lhes conceda, desde hoje e aqui mesmo, o pão da vida e a anulação de suas dívidas, aí se realiza desde já, no meio da ameaça constante de queda e apostasia, o Reino soberano de Deus sobre a vida de seus filhos".

 

 

Resumo:

 

2864                 No último pedido, "mas livrai-nos do Mal", o cristão pede a Deus, com a Igreja, que manifeste a vitória, já alcançada por Cristo sobre o "Príncipe deste mundo", sobre Satanás, o anjo que se opõe pessoalmente a Deus e a seu plano de salvação.

(Catecismo da Igreja Católica)

Para refletir:

 

1)         Amigo ouvinte, o ser humano pode tirar o bem do bem, pode estragar o bem com o mal, mas só Deus pode tirar o bem do mal.

 

2)         Santa Teresa aconselha:

 

"Intenção reta, vontade determinada de não ofender a Deus.

 

Mediante o amor e temor podemos ir sossegadas e quietas pelo caminho da santidade.

 

Jamais descuidar, porque o temor há de sempre estar presente.

 

Segurança total nunca teremos enquanto estivermos nesta vida: seria grande perigo. E assim o entendeu nosso Mestre, quando no fim desta oração dirigiu ao Seu Pai estas palavras, como quem via o quanto eram necessárias: 'Mas livrai-nos do mal!'."

 

Oração:

 

"Pai Nosso que estais nos céus..."