Aula 1097
Meus amigos, todos os fiéis de Cristo devem evitar que o apego às
riquezas os impeça de buscar a caridade perfeita.
2546 “Bem-aventurados os pobres em espírito. (Mt 5,3). As bem-aventuranças
revelam uma ordem de felicidade e de graça, de beleza e paz. Jesus celebra a
alegria dos pobres, a quem já pertence o Reino:
O Verbo chama “pobreza em espírito” à
humildade voluntária de um espírito humano e sua renúncia; o Apóstolo nos dá
como exemplo a pobreza de Deus quando diz: “Ele se fez pobre por nós” (2Cor
8,9).
2547 O
Senhor se queixa dos ricos porque encontraram na profusão dos bens o seu
consolo (Lc 6,24}. mo orgulhoso procura o poder terreno, ao passo que o pobre
em espírito busca o Reino dos Céus”. O abandono nas mãos da Providência do Pai
do Céu liberta da preocupação do amanhã. A confiança em Deus predispõe para a
bem-aventurança dos pobres. Eles verão a Deus.
(Catecismo da Igreja Católico)
Comentário:
- “Diante de nós está Nosso Senhor
Jesus Cristo, o Filho de Deus e filho do homem, que se fez o menor entre todos
e, por isso, também na sua natureza humana, é o maior no reino dos céus. Jesus,
que se fez pobre para nos enriquecer, exulta no Espírito Santo e diz: “Eu te glorifico,
ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque aquilo que está oculto aos sábios e aos
prudentes o revelaste aos pequeninos. Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado.
Tudo me foi dado por meu Pai, e ninguém conhece o Filho senão o Pai, nem quem é
o Pai senão o Filho, e aquele a quem o Filho o quiser revelar" (Lc
10,21-22).
Este é o plano divino: que Cristo torne participantes
do seu conhecimento do Pai todos aqueles que o seguem na sua humildade, na sua
vocação de servo de Deus e servo dos homens.
Cristo, que se fez pobre, não busca a sua glória e a
sua vontade. Não proclama o seu reino, mas o reino do Pai. Por isso, o Pai o
exaltou e lhe deu o nome que está acima de todo o nome. Ele se chama Senhor
também pela sua escolha de se fazer servo de todos, sobretudo dos pobres e dos
oprimidos.
- Na medida em que confiarmos
totalmente em Cristo e o seguirmos justamente como servo, também nós seremos
libertados de todo desejo de dominação e de posse.
Cristo
recebe do Pai tudo o que é e possui; recebe-o com espírito de alegria e de
agradecimento e comunica-o aos seus irmãos ”.
- A pobreza que Nosso Senhor Jesus
Cristo exige dos Seus discípulos está menos ligada a uma situação econômica do
que às disposições interiores.
- O Mestre exige de todos os seus
seguidores uma libertação real e completa, consenti da e amada em relação aos
bens da terra. Essa exigência se estende tanto aos que possuem pouco quanto aos
que possuem muito.
"É uma tal pobreza, feita de desapego, de confiança
em Deus, de sobriedade, de disposição à partilha, que Jesus deparou
bem-aventurada”.
(Instrução sobre a liberdade cristã e a libertação )
O desprendimento dos bens materiais
não constitui um fim mas um meio. Por ele o cristão alcança a liberdade
espiritual que permite descobrir e aumentar sua riqueza interior, torna-o
disponível para o serviço fraterno e ajuda a reconhecer em Deus o Supremo bem.
Só os desprendidos são verdadeiramente livres para
pensar sem preconceitos, agir com desinteresse e amar com um coração purificado
da cobiça, do ódio e da inveja.
Resumo:
2556 O
desapego das riquezas é necessário para entrar no Reino dos Céus.
“Bem-aventurados os pobres de coração”.
(Catecismo da Igreja Católica)
Para refletir:
1)
Amigo ouvinte, a pessoa que
experimenta a alegria do Evangelho, acolhe com gratidão o Dom do Espírito Santo
e não se apega aos bens materiais. Alegra-se com tudo o que recebe e está
pronto a partilhar com os mais necessitados.
2)
"Em
continuidade com as Conferências de Medellín e de Puebla, a Igreja reafirma a
opção preferencial pelos pobres. Uma opção não exclusiva nem excludente, pois a
mensagem da salvação é destinada a todos.
(João Paulo II- Discurso inaugural).
Oração:
"Inclinai, Senhor , vossos ouvidos e atendei-me,
Porque sou pobre e miserável.
Protegei minha alma, pois vos sou fiel,
Salvai o servidor que em vós confia.
Vós sois meu Deus; tende compaixão de mim, Senhor,
Pois avós eu dama sem cessar.
Consolai o coração de vosso servo,
Porque é para vós, Senhor, demente e bom,
Cheio de misericórdia para quantos vos invocam.
Escutai, Senhor, a minha oração,
Atendei à minha suplicante voz.
Neste dia de angústia é para vós que eu chamo,
Porque vós me atendereis.
Não há entre os deuses um que se vos compare, Senhor;
Não existe obra semelhante à vossa"..
(Salmo 85, 1--8)
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