Aula
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Meus amigos,
toda falta cometida contra a verdade exige reparação.
2488
O direito à comunicação da
verdade não é incondicional. Cada um deve conformar sua vida com o preceito
evangélico do amor fraterno. Este requer, nas situações concretas, que se
avalie se é conveniente ou não revelar a verdade àquele que a pede.
2489 A caridade e o respeito à verdade
devem ditar a resposta a todo pedido de informação ou de comunicação. O bem e a
segurança do outro, o respeito à vida privada, o bem comum são razões
suficientes para se calar aquilo que não deve ser conhecido, ou para se usar
uma linguagem discreta. O dever de evitar o escândalo impõe muitas vezes uma
estrita discrição. Ninguém é obrigado a revelar a verdade a quem não tem o
direito de conhecê-la.
(Catecismo da
Igreja Católica)
Comentário:
- “A
veracidade não exige que sempre digamos tudo o que pensamos. Muitas vezes, por
prudência ou caridade, devemos calar, como por exemplo, para guardar um
segredo, ou para não melindrar outra pessoa” .
- É
possível não mentir e/ao mesmo tempo, evitar a verdade dolorosa, prejudicial e
destruidora. A veracidade não deve ser ocasião de destruição da vida ou dos
sentimentos alheios.
- O
catecismo menciona três razões suficientes para discrição:
O bem e a
segurança do outro - devem ser avaliados antes de se fazerem determinados
comentários e revelações.
O respeito à
vida privada - Todos têm direito à sua privacidade e a família é o
espaço onde a pessoa convive com espontaneidade. O que se passa no interior de
um lar não deve ser divulgado irresponsavelmente, de modo especial por quem
partilha de. confiança da família.
O bem
comum - Tudo o que se diz tem que ser verdade mas não existe a obrigação de
dizer toda a verdade que sabemos. Há pessoas curiosas que fazem perguntas
indiscretas e outras que se servem de informações obtidas, muitas vezes com
astúcia, para prejudicar o próximo. Nesses casos, é lícito dar respostas
evasivas.
- Portanto,
a fraqueza deve estar sempre unida à discrição. que nos leva a respeitar
o próximo, não o ferindo e não dando ao mal a oportunidade de prevalecer sobre
o bem.
Resumo:
2510 A regra de
ouro ajuda a discernir, nas situações concretas, se convém ou não revelar a
verdade àquele que a pede.
(Catecismo da
Igreja Católica)
Para refletir:
1) Amigo
ouvinte, há pessoas. que se servem da verdade para ferir os outros, movidas
pela maldade, inveja, despeito ou ódio. A caridade mostra quando se deve falar e
quando se deve calar..
A Verdade e a
Caridade têm que andar juntos- Nunca usar da verdade sem Caridade, ou pensar
que pode haver Caridade fora da Verdade. Praticar a Verdade na Caridade.
2) O
silêncio é um mestre que ensina a usar bem as palavras.
Quem aprende a calar e a refletir profundamente sobre as verdades
essenciais, saberá dar maior peso às próprias palavras.
Sem a
capacidade de calar, a verdade fica privada do discernimento necessário e o
testemunho enfraquece.
Oração:
“Ó Deus,
que perscrutais
nossos corações,
concedei-nos a
graça de expressarmos sempre
a verdade na
caridade com palavras e atitudes.
Não permitais
que nossa língua fira o próximo
com traições,
maledicências e calúnias,
mas honremos o
glorioso título de filhos de Deus
e o nome de
cristãos.”
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