Aula 1050
Meus amigos, o Estado tem a responsabilidade de assegurar as garantias das liberdades individuais e da propriedade. Os responsáveis pelas empresas. têm, perante a sociedade, a responsabilidade econômica e ecológica pelas suas operações.
2433 O
acesso ao trabalho e à profissão deve estar aberto a todos sem discriminação
injusta: homens e mulheres, normais e excepcionais ou deficientes, autóctones e
migrantes. Em função das circunstâncias, também a sociedade deve ajudar os
cidadãos a conseguir um trabalho e um emprego.
2434 O
salário justo é o fruto legítimo
do trabalho. Recusá-lo ou retê-lo pode constituir uma grave injustiça. Para se
avaliar a remuneração equitativa, é preciso levar em conta, ao mesmo tempo, as
necessidades e as contribuições de cada um. “Levando-se em consideração as
funções e a produtividade, a situação da empresa e o bem comum, a remuneração
do trabalho deve garantir ao homem e aos seus. familiares. os recursos
necessários a uma vida digna no plano material, social, cultural e espiritual”.
0 acordo das partes não é suficiente para justificar moralmente o montante do
salário.
(Catecismo
da Igreja Católica)
Comentário:
- “A
obrigação moral que todos têm de trabalhar dá origem imediata ao direito ao
trabalho”.
Não pode. haver
discriminação nas oportunidades de trabalho sob nenhum pretexto.
- Um
ponto que têm atraído a atenção da sociedade é a necessidade de oferecer oportunidade
de trabalho para os portadores dos diversos tipos do deficiência.
- Outro
ponto importante se refere aos jovens
“Na reIação entre instrução
e trabalho, que caracteriza a sociedade contemporânea, surgem, contudo,
gravíssimos problemas de ordem prática. Refiro-me em particular, ao problema do
desemprego e, do um modo mais geral, da falta de postos de trabalho, que
atormenta. sob diversas formas, as gerações jovens de todo o mundo. Esse
problema - como vós bem sabeis - traz consigo outras interrogações, que
projetam, já desde os anos da escolaridade, uma sombra de insegurança sobre o
vosso futuro. Interrogai-vos: - Será que a sociedade tem necessidade de mim?
Poderei também eu encontrar um trabalho adequado, que me permita tornar-me
independente, constituir uma família em condições de vida dignas e, primeira
dentre todas, numa habitação própria? Em surna, será rnesrno verdade que a
sociedade espera pela minha contribuição?”
(João
Paulo Il - Carta aos jovens, 12)
- “O
Estado tem o dever de secundar a atividade das empresas, criando as condições
que garantam ocasiões de trabalho, estimulando-a onde for insuficiente e
apoiando-a nos momentos de crise.”
(João Paulo II - Centesimus annus, 48)
“O saIário, isto é, a
remuneração do trabalho, permanece um meio concreto pelo qual a grande maioria
dos homens pode ter acesso aqueIes bens que estão destinados ao uso comum, quer
se trate dos bens da natureza, quer dos bens que são fruto da produção.Uns e
outros tornam-se acessíveis ao homem do trabalho, graças ao salário que ele
recebe como remuneração do seu trabalho. Daqui vem que o justo salário se toma,
em todos os casos, a verificação concreta da justiça de cada sistema
sócio-econômico e, em qualquer hipótese, do seu justo funcionamento. Não é o meio de verificação, mas é
particularmente importante, ele é mesmo, em certo sentido, a verificação-chave.
Esta verificação diz
respeito sobretudo à família. Uma justa remuneração do trabalho das pessoas
adultas, que tenham responsabilidade de família, é aquela que for suficiente
pare fundar e manter dignamente uma família e para assegurar o seu futuro.”
(João
Paulo II – Laborem exercens, 19)
Resumo:
2460 O
valor primordial do trabalho
depende do próprio homem, que
é seu autor
e destinatário. Através do
seu trabalho, o homem participa da obra da criação. Unido a
Cristo, o trabalho pode ser
redentor.
(
Catecismo da Igreja Católica)
Para refletir
1)
Amigo ouvinte, “a doutrina cristã sobre o homem. alimentada pelo Evangelho, pela Bíblia e por séculos de
experiência, valoriza
de modo singular, o trabalho humano, sua dignidade.”
A primeira e fundamental
preocupação do todos: homens do governo, políticos, dirigentes de sindicatos e
empresários deve ser trabalho a todos.” (João Paulo II)
2)
“A sociedade e o Estado devem assegurar níveis salariais adequados ao
sustento do trabalhador e do sua família, inclusive com uma certa margem de
poupança. Isto exige esforços para dar aos trabalhadores conhecimentos e
comportamentos melhores, capazes. de tornar o seu trabalho mais qualificado e
produtivo; mas requer também uma vigilância assídua e adequadas medidas
legislativas para truncar fenômenos vergonhosos de desfrutamento, com prejuízo
sobretudo dos trabalhadores mais débeis, imigrantes ou marginalizados.Decisiva,
neste setor, é a função dos sindicatos, que ajustam os mínimos salariais
e as condições de trabalho)
(João
Paulo II - Centesimus annus, 15)
Ö Deus,
senhor e guarda da vinha e da colheita,
que
repartis as tarefas e dais a justa recompensa,
fazei-nos
carregar o peso do dia,
sem jamais
murmurar contra a vossa vontade;
Por
Cristo, nosso Senhor.
Amém.
(Oração das 12 horas da Segunda-feira da 4ª semana do Tempo Comum)
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