Entre os dias 26 e 28 de julho foi realizado, na sede da Arquidiocese do Rio de Janeiro, na Glória, o Curso de Formação Pastoral em Bioética. O encontro foi organizado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), pela Pastoral Familiar e pela Arquidiocese do Rio de Janeiro. As palestras foram ministradas pelo Monsenhor Alberto Bochatey OSA, que veio da Argentina para orientar o curso.
O objetivo do encontro foi promover um aprofundamento dos princípios da bioética personalista de uma maneira transdisciplinar, com a adequada aplicação às ações pastorais e enfoque nos temas voltados para a promoção da dignidade humana e de um Deus-amor que busca a vida plena de seus filhos, conforme está expresso no Documento de Aparecida.
O Monsenhor Alberto Bochatey disse que a importância do encontro foi preparar os agentes de pastoral na fundamentação e conhecimento de alguns temas da bioética, antes desconhecidos. Ele explicou que, hoje, a bioética alcança a todos, na vida clínica, hospitalar, em pesquisas, e que é necessário saber fundamentos e conteúdos de alguns casos mais freqüentes da ética de saúde.
Para a Professora Vilma de Menezes, que participou do curso, esse foi um momento de grande aprendizagem e reflexão. Ela é Coordenadora da Pastoral Familiar do Vicariato Norte e queria ter um esclarecimento maior da bioética no âmbito Igreja, para partilhar na Pastoral.
- Será um grande desafio para todos, quando eu propuser os temas trabalhados aqui. Foi uma experiência maravilhosa! Tivemos diálogos abetos com o Monsenhor Alberto sobre temas que nos deixam confusos, como a questão da medicina preventiva, por exemplo, disse Vilma.
Ao final do encontro, o Monsenhor Alberto se mostrou satisfeito com a presença de todos os participantes, dentre eles pessoas de diversos países. Ele disse para o Portal da Arquidiocese que os presentes, durante os três dias de exposições e diálogos, estiveram mais preocupados, dentro do campo da bioética, sobre a vida embrionária e o início da vida.
Ele disse ainda, que muitas vezes teve que retomar o tema do aborto. E que percebe que hoje, com o avanço da sociedade, as pessoas estão mais conscientes de que o aborto é matar uma vida. Monsenhor Alberto esclareceu que não se pode resolver problemas de adultos, eliminando vidas inocentes.
* Foto: Gustavo de Oliveira |