Na Paróquia Santo Afonso, da Tijuca, o Arcebispo Dom Orani João Tempesta presidiu, nesta terça-feira, 27 de julho, com início às 18h, a Celebração Eucarística do quinto dia da novena do Padroeiro, reunindo 700 pessoas.
Com o tema “Missionário e grande pregador”, a novena está sendo realizada de 23 de julho a 1º de agosto. Mantendo a tradição da festa, faz parte da programação a apresentação de corais e benção especial para diversos segmentos.
No inicio da celebração, Dom Orani foi acolhido pela comunidade e pelo pároco, Padre Vanderlei Santos de Souza. A última vez que o Arcebispo esteve na paróquia foi no dia 18 de maio, por ocasião da Semana da Comunicação. Também foi concelebrante o Padre José Luciano Jaques Penido.
Há mais de 100 anos, os Padres Redentoristas têm plantado no coração do bairro da Tijuca a boa semente do Reino. O trabalho missionário de anunciar a Palavra de Deus aos mais pobres, a exemplo de Jesus Salvador, tem sido realizado de acordo com o carisma da Congregação do Santíssimo Redentor, que tem iluminado e despertado a devoção dos fiéis a Santo Afonso.
- A festa do Padroeiro é uma tradição no bairro, e tem fortalecido a vida de fé dos fiéis. A paróquia é muito dinâmica, e sua ação pastoral tem procurado atender todas as necessidades da comunidade, explicou a paroquiana Anamaria Zuniga.
O Evangelho do dia, no qual Jesus explica, a pedido dos apóstolos, a parábola do joio no campo, foi proclamado pelo diácono permanente João Vieira Martins.
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Na homilia, Dom Orani lembrou que os últimos tempos vêm sendo marcados por intensas mudanças culturais, quando as sementes do “joio” têm levando a sociedade a perder seus valores, através de seus complexos relacionamentos.
Recordando a festa dos pais de Nossa Senhora, São Joaquim e Sant´Ana, e também Dia dos Avôs, celebrada no dia 26 de julho, lembrou a dificuldade que as pessoas mais velhas têm em transmitir a fé e os valores humanos às novas gerações, agora pautadas pelos meios digitais das redes sociais.
Ao enfatizar que a celebração da festa do Padroeiro deve servir de inspiração para uma nova vida, “um recomeço em Cristo”, exortou a todos a viver no caminho da luz, e como cristãos conscientes, iluminar quem foi contaminado com o “joio”, para que possa voltar a ser uma boa semente.
- De coração aberto e generoso, devemos aproveitar todas as circunstâncias da vida, mesmo nas perseguições. Redescobrir o caminho da fé e acolher com alegria a beleza que é a Palavra de Deus, para que, ao colocá-la em prática, possamos dar frutos de vida eterna, concluiu o Arcebispo.
Ao ser presenteado pelo Padre Vanderlei com o vídeo “O advogado das almas”, Dom Orani recordou que o filme, que aborda sobre “catequese com pessoas especiais”, recebeu o prêmio “Margarida de Prata”, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), na categoria menção honrosa, sendo entregue na semana passada, em Aparecida (SP), durante do 2º Encontro Nacional da pastoral da Comunicação.
O filme foi produzido por técnicos da equipe multidisciplinar da Casa da Convivência Nossa Senhora Mãe do Belo Amor, do Rio de Janeiro, assistida por alunos do curso de Cinema da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio).
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No final da celebração, Dom Orani de uma benção especial aos músicos e cantores, particularmente para os que exercem o ministério na Igreja, usando os talentos para cantar as maravilhas de Deus. Depois de rezar com as mãos estendidas, aspergiu água benta sobre todos.
Após a Celebração, houve a tradicional novena de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Às 19h30, houve apresentação do Coral Lucília Guimarães Villa-Lobos, dirigido pelo maestro Vito Nunziante. Criado em 1983 por ex-alunas da Escola Municipal Orsina da Fonseca, o Coral tem marcado presença na festa do Padroeiro desde o ano 2000.
A festa do Padroeiro, em 2010, foi aberta no dia 23 de julho, pelo vigário episcopal do Vicariato Norte, Monsenhor Gustavo José Cruz Auler, que presidiu o primeiro dia da novena. O encerramento está previsto para o próximo domingo, dia em que a Igreja celebra a festa litúrgica do Padroeiro, em 1º de agosto, iniciando às 16h, com celebração solene e procissão.
Faz parte da programação cultural, que acontece a cada dia no final da novena: peça teatral sobre a vida de Santo Afonso, produzida e encenada pelo Setor Jovem da paróquia; show com o comediante Marcos Castro; e a apresentação dos Corais da Delegacia Regional do Trabalho, da Paróquia Santo Afonso, da Petrobras, e do IBEU (Escola de Inglês).
SANTO AFONSO
De origem italiana, Afonso Maria de Ligório (1696-1787) atuou como advogado em Nápoles, até ser ordenado presbítero aos 30 anos. Fundou, em 1732, a Congregação do Santíssimo Redentor, destinada, exclusivamente, à pregação aos pobres, às regiões de população abandonada, sob a forma de missões e retiros. Eleito bispo, governou por 13 anos a Diocese de Santa Águeda dos Godos.
Mesmo sofrendo de artrite degenerativa deformante, que o fez paralítico e quase cego, deixou como legado uma extensa e importantíssima obra literária, composta de cento e vinte livros e tratados. Entre os mais célebres estão: “Teologia moral”; “Glórias de Maria”, “Visitas ao Santíssimo Sacramento”; além do “Tratado sobre a oração”.
Faleceu aos noventa e um anos. Canonizado em 1839, tornou-se Doutor da Igreja. Em 1950, o Papa Pio XII o proclamou Padroeiro dos confessores e dos teólogos de Teologia Moral.
* Fotos: Carlos Moioli |